Bom pessoal, em primeiro lugar quero agradecer a todos que têm prestigiado este blog. Sei que muitos passam para visitá-lo e enriquece-o com seus comentários. Tem aqueles que dão as passadinhas rápidas e que não comentam mas mesmo assim obrigado. Tem sido legal é ver os debates nascendo entre os amigos.
Nos últimos dias muitos vieram ao meu encontro para tecer algum tipo de comentário e durante as conversas, sugestões para tratar de assuntos polêmicos surgiram. Tentarei aos poucos atender a cada um de acordo com o meu conhecimento e experiência, seja pessoal, cotidiano ou apenas por um simples ponto de vista.
O texto de hoje é uma sugestão trazida por duas colegas de ministério.O Homossexualismo dentro da igreja.
Bom amados, confesso que me assustei com a sugestão desse tema sentindo-me desafiado por ser um assunto muito difícil e delicado, porém, gosto de desafios e de maneira bem simples quero dialogar com vocês.
É bem evidente que nas duas últimas décadas o número de evangélicos aumentou de maneira assustadora. Cada dia nasce uma nova igreja , e ser "crente" ou "gospel" não é mais motivo de vergonha ou constrangimento, agora significa ter staus e sociabilidade. A música gospel sofreu tremenda transformação. Marchas para Jesus, SOS da Vida, Celebrai in concert deixam a juventude bem a vontade para cantar a Deus. Sentir-se discriminado é coisa do passado. Existe uma igreja para cada estilo ou uma banda para cada tribo. Um vasto cardápio de igrejas de acordo com seu perfil.
Com esse evolução públicos variados se achegam aos templos em busca de uma cura, um milagre ou apenas para ter um tempo de paz interior. Dentre esses públicos estão eles, os homossexuais.
Confesso que presenciei em alguns cultos poucos deles. Lembro-me que em certa ocasião presenciei dois homens que se vestiam de mulher, conhecidos como travestis, assistindo por três ou talvez quatro semanas seguidas os nossos cultos mas depois de um período não os vi mais. É bem comum, e não deveria ser, encontrar um irmão ou outro ainda com trejeitos. Digo não achar normal ser comum encontrar irmãos com trejeito porque penso eu que quando Jesus transforma uma pessoa, ele a transforma num todo. "As coisas velhas se passaram e tudo se fez novo". Opinião pessoal.
Mas agora quero conversar com vocês sobre os casos reais de homossexualismo na igreja. Pessoas que freqüentam os cultos, reuniões, retiros mas que não conseguem se libertar de tal prática. Seria um problema espiritual ou de caráter ?
Independente da denominação, o assunto é sério e por aqui já quero começar a minha sessão de questionamentos. A igreja (instituição) está preparada para receber e tratar os homossexuais que chegam ? Pare e pense um pouco...
... o quanto é complexo o assunto.
Bom, também parei, pensei e compartilharei com vocês. Vejo que são poucas as igrejas preparadas para cuidar dessas pessoas que chegam nessas condições.
Talvez vocês esteja pensando estar faltando um ministério que trate exclusivamente desses casos não é ? Também acho, mas penso que antes disso a igreja precisa preparar seus membros para recebê-las.
Qual seria a sua reação se um, um gay uma lésbica ou travesti se assentasse perto de você num dos cultos ?
Se você respondeu que se sentiria à vontade me perdoe mas tenho que chamá-lo de hipócrita
. Ainda somos tomados pelo preconceito e pela discriminação. Não estou condenando ninguém mas uma coisa é fato, não estamos preparados para esse tipo de batalha. A igreja-instituição precisa preparar a igreja-pessoas para receber os homossexuais. Assim também acontece com os mendigos, garotas de programas, meninos de rua e etc.
A intuição é um hospital para tratar de seus doentes, não podendos simplesmente receitar uma neosaldina e manda-lo de volta para a casa com o mesmo problema. O tratamento nem sempre é rápido e fácil, muitas vezes funciona como uma quimioterapia, dolorida, recuperação demorada e muito carente de muita paciência.
O hospital precisa interná-lo com incessante tratamento.
A igreja também precisa fazer o seu papel. Necessita saber porque essas pessoas com tanto tempo de cristianismo não progridem na vida cristã ?
Depois de diagnosticada, aí sim ajudá-la na cura.
Não é uma tarefa fácil mas somos guerreiros de Deus e temos de estar pronto para qualquer batalha.
Minha oração diante desse desafio é para que Deus retire do nosso coração e mente todo o tipo de preconceito e que ajude-nos a fazer a vontade Dele que é amar o próximo. Que ele abençoe nossos líderes dando sabedoria para cuidar dos homossexuais. E que preparem bem suas ovelhas a receberem as ovelhas feriadas.
Questões para pensar :
Por que mesmo ouvindo a palavra de Deus essas pessoas não mudam ?
Problema físico, espiritual(demônios) ou caráter ?
Há em mim algum tipo de preconceito ?
Como posso ajudar essas pessoas ?
No amor de Cristo
Márcio Rogério (Marron)
quinta-feira, 3 de maio de 2007
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2 comentários:
Ultimamente tenho pensado que se pudesse ter em mim alguma parte do corpo de Cristo, escolheria os seus olhos.
Olhar como Jesus olhava( de maneira física, enquanto homem aqui)resolve a questão "do outro" que sem dúvida é um dos piores problemas da humanidade. Jesus nunca foi precipitado ao falar. Seus olhos enxergavam o que a pessoa realmente era, independente de falhas, imposiçõe e posições sociais. Só assim poderia ter misericórdia, sentir compaixão, enfim, amar. Não creio q ele enxergava td isso pq era Deus, mas sim pq sabia q estava ali unicamente por causa e em favor "do outro". Esse "outro" sou eu, você, e todos, independente dos rótulos, e históricos de vida.
Nossa visão ainda é muito turva, por isso essas questões ainda existem.
Sei lá, eu só queria ter olhos de Jesus...
Preconceituosos, sempre seremos. Somos ainda oprimidos pela carne. Apesar de Cristo viver em nós, a natureza pecaminosa está arraigada em nossa alma. Fazendo um link com o texto anterior, podemos escolher como agir diante do preconceito: suprimi-lo e pedir misericórdia divina para nos perdoar e nos ajudar a agir diante disso ou conformarmo-nos e externar nosso preconceito às nossas atitudes. É uma ilusão acharmos que um dia deixaremos de ser preconceituosos. O preconceito é uma lente de ver o mundo. Vemos as coisas como nós somos. As coisas passam a existir quando as experimentamos, exceto a Fonte de toda a existência, Deus. Conceituamos as coisas de acordo com nossa bagagem cultural e valores. Com os homossexuais não seria diferente. Desculpas pela tosca filosofia, no entanto, acredito que verdadeira. Que Deus nos ajude a amar não só de palavras, mas com atitude. Será que pecamos quando sentimos o preconceito ou quando externamos-no à nossa vida? Em Cristo.
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