Nos encontramos presos em paradigmas complexos quando o assunto é o perdão. Carregamos dentro de nós, fatos e situações que nos impedem de esquecer ou perdoar. A atitude do não perdoar não conduz a uma libertação do nosso ego, de livrarmos de nós mesmos. É a prova viva de que ainda não recebemos um novo nascimento. O fato é que, nos esquecemos de que o perdão faz bem não somente a quem recebe mas principalmente a quem o cede. Muitas vezes, não perdoamos porque imaginamos castigar ou penalizar o nosso suposto infrator, quando no fundo nossa atitude rega a chamada RAÍZ DE AMARGURA. Essa sim não perdoa. A raíz que não perdoa, nos consome aos poucos. Dia após dia. Como um câncer, que toma conta da alma até consumi-la por completo.
A sensação de superioridade e de que nunca pecamos nos seguem em quase todos os momentos. "Não há um homem se quer que não tenha pecado"
Não é a toa que vemos famílias desajustadas, pais, mães e filhos crescidos dentro da igreja dividirem o mesmo teto sem mesmo pronunciarem um bom dia ao outro. Pessoas amarguradas, depressivas, arrogantes, egocêntricas e sem amor, características da falta do perdão. Digo "do" e não "de".
O sentimento de juízes ou juízas tomou posse do nosso povo e quando digo "nosso povo" me refiro aos nossos irmãos em Cristo, a igreja. Igreja essa muitas vezes contraditória; permissiva em alguns aspectos e sentenciadora em outros. Espiritualizamos tudo em um momento mas num piscar de olhos...Olho por olho, dente por dente! A igreja (nós) tem usado somente aquilo que lhe é de proveito próprio. Não podemos nos esquecer que aquele que diz "Não o perdôo" faz papel de juíz e de sentenciador. Ou será que é de ACUSADOR ? Acusador ? Palavra forte que todos nós cristãos sabemos a quem o próprio Cristo o chamou de. É amados, não se assustem mas muitas vezes assumimos o papel dele, do diabo.Poupamos o próprio de fazer o seu trabalho assumindo o seu lugar, e o pior, temos ciência disso.
Perdemos a oportunidade de envergonhá-lo, de colocar em prática não somente o amor mas de exercermos a fraternidade. Isso mesmo, fraternidade, palavra defasada, ultrapassada e extinta por nós. Sugiro hoje respirarmos fundo, olharmos no espelho e pensarmos em algumas questões:
O que ganho eu carregando dentro de mim algo que não me soma e ainda me corrói ?
Quem sou e que papel tenho eu no corpo de Cristo ? O que é Fraternidade?
É maior o pecado que o amor ?
Por que não perdoar ?
Esquecendo das coisas que para trás ficam.
Deus abençoe a todos.
por Márcio Rogério (Marron)
*Todos os textos estão abertos para comentários, contextações e opiniões. O texto fala de um único ponto de vista que é o de quem o escreveu, não o fazendo dono da verdade.
sexta-feira, 20 de abril de 2007
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4 comentários:
Achei muito interessante que esse artigo tenha virado uma conversa no final de semana passado. Continuei pesando essa semana sobre o perdão, e como ele tem tudo haver com a graça de Deus em nós.
Foi ai, que lembrei de um livro que eu já tinha visto há anos atrás...
Para a minha felicidade, achei o e-book, Perdão - a encarnação da Graça são só 39 páginas, e acabei de lê-lo agora... vale a pena
http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio/arquivos/22_3_2007_2_48_32.pdf
Acho que a história bíblica do homem que tinha a dívida de 10 mil talentos, e foi perdoado pelo rei; mas não perdoou uma dívida de 100 denários. (01 talento equivalia a 6.000 denários) ilustra muito bem sobre o perdão.
Um abraço
Waldemar C. P. (Waldinho)
Achei muito interessante que esse artigo tenha virado uma conversa no final de semana passado. Continuei pesando essa semana sobre o perdão, e como ele tem tudo haver com a graça de Deus em nós.
Foi ai, que lembrei de um livro que eu já tinha visto há anos atrás...
Para a minha felicidade, achei o e-book, Perdão - a encarnação da Graça são só 39 páginas, e acabei de lê-lo agora... vale a pena
http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio/arquivos/
22_3_2007_2_48_32.pdf
Acho que a história bíblica do homem que tinha a dívida de 10 mil talentos, e foi perdoado pelo rei; mas não perdoou uma dívida de 100 denários. (01 talento equivalia a 6.000 denários) ilustra muito bem sobre o perdão.
Um abraço
Waldemar C. P. (Waldinho)
É Waldinho, também achei muito importante debatermos esse assunto no sábado. É impressisonante como os pontos de vista são diferenciados,porém levam ao mesmo lugar.
É essa idéia realemente, pensar a cerca, tentar querer entender. São coisas que nos levam a conhecer mais de Deus e a forma de como Ele age.
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